Com atuação decisiva de defesa, Francisconi é absolvido em segunda CP


Foi uma decisão acertada já esperada. Esse é o entendimento dos advogados de defesa do prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto, acerca do arquivamento da Comissão Processante que tramitava na câmara de vereadores rolandense pedindo a cassação do chefe do executivo.

A atuação da defesa de Francisconi, conduzida pelo advogado Anderson Mariano, foi fundamental para o arquivamento do processo antes mesmo que as testemunhas fossem convocadas para depoimentos. Mariano e sua equipe conseguiram mostrar nos autos que as acusações contra o prefeito eram infundadas.

No documento, a defesa aponta que as supostas irregularidades das quais Francisconi é acusado teriam acontecido em 2016, ou seja, durante o mandato anterior na prefeitura, o que na visão dos tribunais não pode interferir na atual gestão do chefe do executivo.

Mariano reforça que a única motivação para apresentação da presente representação se deu pelo fato do prefeito não ter cedido à solicitação de vantagens indevidas, estas realizadas por determinados agentes públicos, fato este já denunciado por Francisconi em setembro e que atualmente encontra-se à disposição das autoridades para apuração na esfera penal.

“Não havia irregularidade alguma por parte do prefeito. O que foi feito segue regramento do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça. E além do que, a suposta irregularidade data de 2016, referente ao mandato ‘tampão’ que ele teve”, afirmou Mariano.

“Não havia irregularidade alguma por parte do prefeito. Representação esdrúxula”, apontou Mariano

A sessão que culminou no arquivamento da CP aconteceu ontem (8). Por 5 votos favoráveis e 5 contrários, os vereadores decidiram pela descontinuidade da investigação. A CP foi aberta com base numa investigação do Ministério Público. Nela, o prefeito é acusado de contratar uma empresa terceirizada de serviços médicos de forma irregular.

“Essa representação é uma das coisas mais esdrúxulas e só existiu por que outros dois vereadores mancomunados com outros dirigentes partidários fizeram uma solicitação indevida ao prefeito, que não acatou e eles representaram contra o prefeito. Mas foi uma coisa mal feita, carente de documentação, de provas”, explicou o advogado do prefeito de Rolândia.

Esta é a segunda Comissão Processante que a defesa atua de maneira preponderante para provar a inocência de Doutor Francisconi. Em fevereiro deste ano, o prefeito foi absolvido da acusação de ter favorecido uma empresa no contrato de aluguel de um barracão antigo. Naquela oportunidade, seis dentre dez vereadores votaram pela cassação. Mas para ter o mandato cassado seriam necessários sete votos.

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